Eu me vejo de cabelos brancos,sentadinha em uma cadeira em movimento vem-e-vai e sobretudo,escrevendo.


(Ana Stefana Lisboa)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Caios Fernandos Abreus rs


E como diz Caio F. Abreu : "Gosto de pessoas doces, gosto de situações claras - e por tudo isso, ando cada vez mais só".Talvez seja por isso que eu ande assim.Sozinha.Mas que eu não perca a capacidade de amar.De ver.De sentir. Que eu continue alerta. [...] Que eu não me perca.Que eu não me fira.Que não me firam.Que eu não fira ninguém.Livra-me dos poços e becos de mim."

domingo, 18 de outubro de 2009

Telefonemas

E quando eu acordo nesses dias.Ai sim eu tenho medo.Esses dias frios e carentes por si só.Meu humor parece não cooperar.A vontade que eu tenho é que meu telefone toque.Mais toque muito mesmo.Telefonemas interurbanos.Internacionais.Chamadas a cobrar.De amigos distantes.De casos perdidos.Eu preciso de alguém comigo( e isso não é novidade).Então a solução é sair.E óbvio engordar com as amigas.Nós três no mesmo estado emocional.Chamado fossa.Fossa tripla.Três vezes pior.Três vezes mais funda.Três vezes mais escura.Porque são Três.Aquela música melancólica em volta.Devorando aquela pizza minúscula.Tudo girando a favor da fossa.Mas os telefonemas chegam.As vozes do outro lado nos mostram algo.Talvez uma distração.Sem um porquê.Sem explicações.Sigo um trajeto diferente.Porque eu sou fisurada em realizar minhas vontades.Pego seu endereço.E vou com meu medo guardado dentro da bolsa.E o meu Eu apitando cheio de dúvidas.Chego ao endereço.E troco meia palavra com você.Em seguida uma despedida.Logo após meu tchau.Sem mais.Retorno com um arrependimento na bolsa.E o meu Eu apitando (como sempre)dizendo :"O que eu vim fazer aqui?".A vontade foi concedida.Eu já me perco em tantos pensamentos.E aquela vontade de não atender a telefonemas nenhum.Eu só tenho vontade de desligar meu telefone.Me trancar nesse quarto escuro.E entender de uma vez por todas que as coisas não são assim e o amor não é pro meu bico.Será que vai ser preciso viajar pra Itália e engordar aqueles dez quilos da Elizabeth Gilbert?Será que eu não vou aprender que essa falta que eu tenho é a falta de mim mesma?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Era uma vez.

Acho que foi o fato de você partir tantas vezes que fez descobrir tantas coisas.Que aquele famoso vazio.Não era a falta de você.Era exatamente a falta de mim mesma.Era a falta de me amar mais.De confiar somente em mim.Sem esperar ninguém.E o cansaço emocional cooperou a não criar expectativas em relação a ninguém.Só a mim mesma.Eu atravesso pontes.Admiro riachos.E não sinto falta de ninguém.Eu tenho sido a minha melhor companhia.Eu - felizmente - não sinto a necessidade de ninguém.Aquela febre doentia por um amor cessou-se.Eu me sinto viva outra vez.

domingo, 11 de outubro de 2009

Impulso vital

Confesso que estou bem.Bem até demais.E como diz Caio : "Vai passar,tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada¨impulso vital¨".E dessa vez ele acertou em cheio.Dentro de seis dias.Eu já me encontro recuperada.Eu já recomeçei a minha vida.Sem fins amorosos.Sem preocupações.Eu tenho sido a minha melhor companhia.Tenho rido de coisas tão chulas com amizades lindas.Apesar de continuar com esse meu "espírito" idoso.De ser a terceira semana que eu me pego vendo o jornal da madrugada.Mas ontem,eu fui dar uma volta.Fui ao shopping - que coisa tão normal - mas me fez tão bem.Comprei o ingresso do tão esperado show.E quando dei conta já me encontrava dentro de uma livraria admirando os olhos do Caio.Mas dessa vez eu não o levei pra casa.Eu voltei com outro.Voltei com um de romance.Voltei com chamadas perdidas no telefone.Com mensagens.Mas nada disso me emociona mais.É melhor um coração inteiro e sozinho.Do que um ocupado e destruído.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Fatigada

Minha cota acabou.A sua e a minha.Ando cansada.Fatigada.Decepcionada.Já não existe amor em ninguém.E isso me causa um certo medo.A minha cota de deixarem as pesoas me ferirem.Já acabou.A sua.Nem sem fala.A sua foi acabando aos poucos.Por vez.Foi corroendo.Desgastando-se.Fundindo até evaporar.Aquela antiga visão sobre você . Se foi.Você mesmo foi se mostrando quem realmente era.A pessoa engana e nega como se fosse algo tão normal.Como se enganar fosse algo recompensador.E isso me magoou muito.Aquilo que construímos - se é que construímos algo - desmoronou-se conforme a sua vontade.Só restam os cacos frios e cortantes.Dá medo.Dá um embrulho no estômago.Uma náusea . Um nojo.Eu nunca gostei de gente falsa e dessa vez não vai ser diferente.O tempo dirá se sobrou algo de mim . Se eu ainda acreditarei no amor . Se eu ainda acreditarei que alguém possa me amar de verdade. ( Ana Stefana Lisboa )

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Naúseas

É uma "coisa" morta aqui.Uma máscara que caiu,um ser enganoso.O espetáculo acabou.As cortinas se abriram e eu te aplaudo de pé,não,não,sentada não,de pé mesmo e de preferência na primeira fileira,aplaudindo a sua grande e magnífica insignificância de ser exatamente um ser que você não é,belo ator,belas enganações,belo desempenho,mereces uma outra apresentação:
"Quem será a próxima vítima a ser enganada?".Sua cota comigo acabou,eu só envio meus pêsames e a não-surpresa de ter encontrado com alguém da sua índole.Eu já deveria estar acostumada mas me surpreendi mais uma vez e agora sinto náuseas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Estiagem amorosa

Não vale a pena,não vale a pena esperniar,bater meus pés,causar tumulto,discusões,crises de ciúmes,observar suas fotos com suas mulheres,te maltratar,escutar seus argumentos nada convencedores.Eu não tenho esse poder[..]de modular as pessoas como eu quero,deixá-las mais sensíveis ao amor.Quem sou eu ? Não carrego ficha comprometedora,não carrego meu estado civil comprometido e baby,desa vez meu cansaço venceu.Eu não tenho mais outra escolha a não ser deixar pra trás,deixar pra trás o que nunca aconteceu,o que ameaçou a ser e nunca foi,nunca foi e nunca será.Talvez a culpa tenha sido minha,de ter me precipitado tanto,de ter jogado a limpo com todas as cartas na mesa.Eu não fui capaz de fazer alguém me amar.Vivo numa estiagem amorosa que chega a dar medo.Eu implorei o amor e ele nunca chegou:desconsideração,não-amor e muita babaquice é o que restou.Me encontro vazia e bem,minhas tentativas foram lançadas e o cansaço veio à tona.Eu só levo comigo,meu EX pedido de amor,seu EX pedido de corpo,minhas reclamações e a certeza de que o nosso amor NUNCA subiria estradas.

domingo, 4 de outubro de 2009

Réu Confesso

Confesso com uma alma linda cheia de incertezas.Eu retornei,refiz as minhas malas mas deixei algumas em casa,calcei meu tênis encardido e respingado de lama de tanto que eu vou e volto desse seu mundo,mas dessa vez eu já comprei minha passagem de volta,antes de embarcar eu me revesti daquela minha atual armadura fria,eu estou indo mas sem esperas,sem mudanças,sem esperanças de transformações,eu percebi que esse seu gênio é imudável e interessante de ver,eu já entendi o que temos,não existe amor,não existe amor,não existe amor[..]existe corpo, sua atração física e o meu amor não correspondido.Cansei de viver de esperas,de flores,de presentes,de um pedido de namoro,de uma ligação às 3 horas da madrugada(Oi môh,só te liguei pra te falar que eu te amo);eu passei a compreender que não existe sentimento pra isso,não existe .. só existe corpo,e isso não basta.Por isso eu vou,mas eu volto sem decepções,porque eu só vejo dois olhos,um pedido de corpo e muito não-amor.Eu passei a entender que vamos passar a vida toda procurando por um amor de verdade,daqueles que ninguém explica,só se sente.

sábado, 3 de outubro de 2009

Congratulações a mim

Eis -me aqui,otimamente indo.Acho que essa coisa de confessar-se fielmente na comunidade do Caíto tornou-se um hábito,café da manhã.Caíto ? Ahh Caio Fernando Abreu,que beleza de nome,de alma.Criei um Caio dentro de mim,dentro dos meus textos alheios,alguns interessantes e outros cheios de balelas,meros desafagos e pretendo deixá-los aqui:soltos e sem vida.Aos interessados,meus agradecimentos.Aos incomodados,as batatas.Sente-se,peça um chá e leia-me.